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12/08/15 10:04

Obras do Acervo Histórico do Instituto Geológico recebem tratamento especial no IPEN

A Curadoria do Acervo Histórico do Centro Museu Geológico do Instituto Geológico (IG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) realizou a desinfestação e higienização por irradiação de 28 obras do acervo histórico do IG. Entre as obras estão relatórios e livros sujeitos a ataques de insetos xilófagos e ou fungos. O procedimento foi realizado no Irradiador Multipropósito de Cobalto-60 do Centro de Tecnologia das Radiações (CTR). O IPEN realiza esse serviço de conservação e preservação de bens culturais para instituições governamentais.

 O método é bem simples, o material é embalado em caixas que são, então, irradiadas de forma a eliminar todo e qualquer vestígio dos insetos e fungos. A irradiação elimina os insetos em qualquer fase de sua vida, larvas ou pupas. O material, depois de irradiado, não necessita ficar de quarentena e pode ser manipulado livremente. Conforme afirma o Sr. Pablo Vásquez “não há qualquer perigo para as pessoas que lidam com o material porque não fica resíduos de radiação e o material fica completamente higienizado e livre dos insetos. A única coisa é que o lugar onde o material será reacondicionado deve ser monitorado para que fique, também, limpo e  livre dos insetos evitando, assim, uma recontaminação.”

A radiação extermina basicamente qualquer tipo de resíduo do inseto, e essa é uma grande vantagem em relação a outros tratamentos (químico, atmosfera anóxia, etc.). A explicação é simples: a radiação gama proveniente do Cobalto-60 não possui energia suficiente para desestabilizar o núcleo do átomo, ou seja, é uma radiação cuja energia está abaixo do limiar de ativação da maior parte dos elementos, diferentemente do que ocorre, por exemplo, no bombardeamento por nêutrons no interior de um reator nuclear, que pode deixar traços de radioatividade no material. “Os objetos que passam por nosso procedimento não têm contato com o material radioativo”, assegura o pesquisador Pablo Vasquez, do CTR.

Em poucas horas, o material está livre de infestação, sem qualquer risco ao usuário ou necessidade de “quarentena”.