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31/03/18 08:00

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” completa 21 anos

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” é composta por fotos históricas que retratam as expedições realizadas pela CGG entre 1886 a 1910.  As expedições percorreram os principais rios do estado de São Paulo: Paranapanema, em 1886; Paraná, Tietê, Feio (Aguapeí) e do Peixe, em 1905; e rio Grande e afluentes, em 1910.

Idealizada em 1997 pelo Museu Geológico (MUGEO), do Instituto Geológico (IG), a exposição contou com apoio da Petrobras e da Vitae para ser concretizada e tem como objetivo apresentar a atuação da CGG nas expedições de reconhecimento do território paulista ocorridas no final do século XIX e início do século XX. Participaram das expedições pesquisadores e naturalistas famosos, como Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, João Pedro Cardoso, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

Por ser uma exposição itinerante, um grande número de pessoas, de várias regiões do estado de São Paulo, teve a oportunidade de conhece-la. Recentemente, a exposição esteve na cidade de Botucatu (junho de 2017) e também na Capital, na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, no Parque do Ibirapuera (novembro de 2007 a março de 2018).

Por mais de 20 anos a exposição apresentou ao público, por meio de suas fotos históricas, as mudanças ocorridas na paisagem natural do Estado de São Paulo ao longo de mais de cento e vinte anos, despertando a reflexão sobre a importância pioneira desse trabalho, seu valor histórico, as causas e consequências para a atualidade.

A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo

A história da Comissão Geográfica e Geológica remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo, principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou estudos, levantamentos cartográficos e relatos detalhados da geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia, da então Província de São Paulo e posterior Estado de São Paulo. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios paulistas, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou em pesquisas (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos) passou a pertencer aos diversos órgãos e instituições de pesquisa dela originadas, como o Instituto Geológico, os Institutos de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, Astronômico e Geofísico (USP), dentre outros, além de museus, como o Museu Geológico (MUGEO), do IG, e os de Zoologia e o Paulista (Ipiranga).