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Projetos

  • 15/01/09

    Definição de geoindicadores e quantificação numérica da degradação ambiental devido à extração mineral no Litoral Norte do Estado de São Paulo

    O Litoral Norte do Estado de São Paulo apresenta expressivo desenvolvimento econômico com conseqüentes demandas para o uso dos recursos naturais e de espaços para a ocupação urbana, em contraposição a grande relevância para a conservação da biodiversidade e da Mata Atlântica, pois cerca de 70% dos seus 1950km2 são constituídos por unidades de conservação de proteção integral. A exploração mineral de uso direto na construção civil, tais como areia, saibro, rocha para brita e cantaria constituiu fator importante para a ocupação da região. Dentre esses, a extração de saibro (material argilo-arenoso proveniente do solo de alteração de rochas granítico-gnáissicas da região) teve papel fundamental, pois permitiu o aterramento de áreas alagadiças e a implantação de núcleos habitacionais e da infraestrutura viária. Seu aproveitamento ocorreu de uma forma desordenada até que a ação fiscalizadora do poder público, a partir da década de 1990 fosse capaz de limitar quase que completamente esse tipo de lavra ilegal. No entanto, essa ação não conseguiu sucesso na promoção da recuperação ambiental de pelo menos 285 áreas degradadas pela atividade de mineração. As áreas degradadas depreciam o patrimônio paisagístico da região com vocação turística, oferecem perigos relacionados à movimentos de massa e veiculação hídrica à população, à equipamentos e ao meio ambiente e consistem num fator de restrição ao desenvolvimento legal da atividade econômica de mineração. O projeto procura responder as questões: Qual a intensidade de degradação dos sítios minerados? Como classificar e hierarquizar a degradação nos diferentes municípios, sub-bacias ou bairros? Quais indicadores e índices seriam adequados para serem utilizados em um monitoramento da qualidade ambiental? O estudo tem como objetivos a definição de indicadores da degradação ambiental devido à exploração mineral de saibro e rocha, ocorrida no Litoral Norte nas últimas quatro décadas; a quantificação numérica da degradação e a análise da evolução dos indicadores e do índice de degradação no período entre as décadas de 1960 e 2001 para os quatro municípios do Litoral Norte (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba). O método baseia-se na obtenção, tratamento e análise de dados por meio de Sistema de Informações Geográficas e Sensoriamento Remoto, incluindo processamento digital de imagens, definição de unidades de análises e atributos, definição de indicadores e testes e definição de algorítmos, incluindo os pesos de cada parâmetro ou índice, a ser utilizado na definição do índice de degradação e no estabelecimento de áreas críticas. A pesquisa amplia o escopo de projetos anteriores e procura avançar no desenvolvimento metodológico e no tratamento e análise dos dados, o que permitirá a proposição de melhores práticas para a implantação de políticas públicas de recuperação sócio-ambiental das áreas degradadas pela mineração do Litoral Norte.

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  • 01/12/08

    Mapeamento das áreas de risco a escorregamentos, inundações e erosão do município de Candido Rodrigues, Fernando Prestes, Itanhaém, Jambeiro, Matão, Monte Alto, Mongaguá, Natividade da Serra, Peruíbe

    O mapeamento de áreas de risco a escorregamentos e inundações é um dos instrumentos adequados e eficazes para a elaboração de políticas urbanas de prevenção de riscos. Consiste em análises qualitativas e qualitativas de superfície, identificando os processos relacionados aos movimentos de massa e inundações/enchentes nas áreas de risco, a vulnerabilidade das ocupações e a probabilidade de ocorrência dos eventos. É realizado um zoneamento (setorização), classificando o risco em Baixo, Médio, Alto e Muito Alto. Posteriormente são indicadas as medidas mitigadoras do risco através de medidas estruturais (obras) e não estruturais (planos preventivos, remoções definitivas ou temporárias). Desde 2004 o Instituto Geológico vem elaborando o mapeamento de áreas de risco de municípios do Estado de São Paulo, para subsidiar ações, articuladas pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), na identificação e análise dos riscos associados a escorregamentos e inundações, com vistas à minimização e prevenção de acidentes e de danos aos moradores dessas áreas críticas. Na 4ª campanha de mapeamento, efetuada no período de 2007 a 2008, o Instituto Geológico identificou as áreas de risco de quatorze municípios, localizados no Litoral do Estado (Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe), na Região de Ribeirão Preto e Araraquara (Bebedouro, Matão, Rincão, Sertãozinho, Araraquara, Fernando Prestes, Monte Alto, Candido Rodrigues) e na Região do Vale do Paraíba (São Luiz de Paraitinga, Natividade da Serra e Jambeiro). Esses mapeamentos vêm sendo utilizados, pelos municípios, nas ações de gerenciamento e monitoramento previstos nos Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDC).

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  • Mapeamento das áreas de risco a escorregamentos, inundações e erosão do município de Araraquara, Bebedouro, Rincão, São Luiz de Paraitinga, Sertãozinho

    O mapeamento de áreas de risco a escorregamentos e inundações é um dos instrumentos adequados e eficazes para a elaboração de políticas urbanas de prevenção de riscos. Consiste em análises qualitativas e qualitativas de superfície, identificando os processos relacionados aos movimentos de massa e inundações/enchentes nas áreas de risco, a vulnerabilidade das ocupações e a probabilidade de ocorrência dos eventos. É realizado um zoneamento (setorização), classificando o risco em Baixo, Médio, Alto e Muito Alto. Posteriormente são indicadas as medidas mitigadoras do risco através de medidas estruturais (obras) e não estruturais (planos preventivos, remoções definitivas ou temporárias). Desde 2004 o Instituto Geológico vem elaborando o mapeamento de áreas de risco de municípios do Estado de São Paulo, para subsidiar ações, articuladas pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), na identificação e análise dos riscos associados a escorregamentos e inundações, com vistas à minimização e prevenção de acidentes e de danos aos moradores dessas áreas críticas. Na 4ª campanha de mapeamento, efetuada no período de 2007 a 2008, o Instituto Geológico identificou as áreas de risco de quatorze municípios, localizados no Litoral do Estado (Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe), na Região de Ribeirão Preto e Araraquara (Bebedouro, Matão, Rincão, Sertãozinho, Araraquara, Fernando Prestes, Monte Alto, Candido Rodrigues) e na Região do Vale do Paraíba (São Luiz de Paraitinga, Natividade da Serra e Jambeiro). Esses mapeamentos vêm sendo utilizados, pelos municípios, nas ações de gerenciamento e monitoramento previstos nos Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDC).

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  • 01/11/08

    Tufas da Serra do André Lopes (SP): distribuição, gênese e implicações paleoclimáticas

    Depósitos de tufa, de idade possivelmente quaternária, ocorrem na Serra do André Lopes, no Vale do Ribeira (SP), associados a sistema cárstico desenvolvido sobre rochas carbonáticas proterozóicas. A origem da deposição da tufa se deve à associação entre ao alto teor de carbonato de cálcio dissolvido nas águas e à atividade biológica. No Brasil a deposição ativa e antiga de tufa é pouco comum e muitas vezes os depósitos são explorados economicamente. Na Serra de André Lopes são conhecidas duas localidades de tufa, descritas em projetos de mapeamento geológico, que descreveram de forma sucinta e indicaram uma idade quaternária, sem datações absolutas. Pretende-se com este projeto obter apoio para o estudo geológico das tufas da Serra do André Lopes, objetivando o mapeamento geológico, a proposição da unidade, o estudo da gênese, das condições paleoambientais, da relação com o sistema cárstico, a determinação da idade dos depósitos, correlações com outros depósitos e o estabelecimento os padrões de variação paleoclimática para o período de deposição. Para o estudo dos depósitos de tufa serão realizados trabalhos de campo, com coleta de amostras, levantamento de seções e mapeamento geológico, e trabalhos de laboratório, tais como análise textural, mineralógica e geoquímica e datação absoluta por radiocarbono. Face aos poucos estudos sobre as tufas da Serra do André Lopes, um dos resultados do presente projeto será a obtenção de informações paleoclimáticas e paleoambientais especialmente pelo uso de indicadores isotópicos e geoquímicos, além dos fósseis e geocronologia.

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  • 01/10/08

    Padrões de Ocupação Urbana e Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas do Sistema Aquífero Bauru, Centro-Oeste do Estado de São Paulo

    O Sistema Aquífero Bauru é um dos mais extensos reservatórios subterrâneos do Estado de São Paulo e o mais intensivamente explorado. Altas concentrações de nitrato, acima do padrão de potabilidade (10 mg/L NO3- - N), foram detectadas em vários poços tubulares e cacimbas, situados nas áreas urbanas dos municípios de Bauru, Marília e Presidente Prudente, região centro-oeste do interior paulista. O objetivo principal deste projeto consiste em avaliar as tendências de incremento nas concentrações de nitrato nas águas subterrâneas, ao longo do tempo e espaço, frente aos padrões de ocupação urbana nestes municípios. As atividades previstas compreendem o cadastro das fontes potenciais de contaminação (fossas sépticas e negras, fugas das redes de esgoto), dos poços tubulares e/ou cacimbas, coleta de amostras de água subterrânea para análises físico–químicas, químicas e isótopos estáveis, elaboração de mapas de uso e ocupação do solo e estimativas das cargas potenciais de nitrato. Acredita-se que os resultados deste estudo possam definir relações entre as densidades de ocupação e saneamento e as concentrações de nitrato, bem como estabelecer critérios e recomendações que permitam nortear os poderes públicos na elaboração de programas de proteção dos aquíferos no Estado de São Paulo.

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  • 01/01/08

    Monumento natural estromatólitos de Nova Campina: Proposta de proteção, conservação e utilização em educação ambiental e turismo

    Estromatólitos são depósitos sedimentares microbianos, laminados, litificados ou não, muito abundantes no período Pré-cambriano. Estima-se que os estromatólitos fósseis de Nova Campina e região tenham cerca de 1 bilhão de anos, e desta forma são os fósseis mais antigos do Estado de São Paulo. No âmbito deste projeto, foram identificado estes fósseis em dois pequenos afloramentos de rochas que ocorrem no município de Nova Campina, no Estado de São Paulo, uma importante ocorrência que deve protegida e divulgado como Monumento Natural Geológico. Este projeto está sendo proposto devido à urgência na preservação dessas ocorrências, devido ao fato de estarem situadas em áreas de atividade minerária e constituírem patrimônios naturais únicos. O estudo dos fósseis muito antigos no Brasil iniciou-se em 1944, com a descoberta feita por Fernando F. M. de Almeida de um tipo de estromatólito. Nesta ocasião o estromatólito Collenia itapevensis foi descrito em um dos afloramentos que ocorrem no município de Nova Campina. Essa descoberta representou o primeiro fóssil da América Latina de idade comprovadamente pré-cambriana, período que abrange de 4 bilhões de anos a 500 milhões de anos passados.

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  • 31/12/07

    Estudo Hidrogeológico entre Indaiatuba e Capivari para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos Subterrâneos dos Sistemas Aqüíferos Tubarão e Cristalino – Fase 1

    A região de Indaiatuba apresenta crescente demanda de água subterrânea, decorrente do crescimento populacional, da expansão industrial constatada pela instalação de novas unidades, e da ampliação do mercado imobiliário com seus inúmeros loteamentos urbanos e chácaras de lazer. Indaiatuba e Monte Mor, inseridos na Região Metropolitana de Campinas, apresentaram uma das maiores taxas de crescimento populacional no período de 1991/2000 da UGRHI 5 (Irrigart 2004), estimulando o processo de urbanização. Salto, com aproximadamente 100.000 habitantes, tem também se tornado um núcleo urbano expressivo influenciado pelo crescimento econômico no eixo entre a Região Metropolitana de Campinas e Sorocaba. A água subterrânea dos aqüíferos Tubarão e Cristalino, existentes nesta região, não é mais considerada com fonte alternativa de abastecimento e a procura por este recurso intensificou-se na última década passando a constituir fator condicionante (ou limitante) para o estabelecimento de determinadas atividades (industriais, agrícolas, lazer etc.), desenvolvimento econômico e bem-estar social. Alia-se a isso, o fato de corpos d’água considerados mananciais de abastecimento público encontrarem-se em situação de degradação, com registros de perda de qualidade e conseqüente diminuição do potencial de aproveitamento. Municípios como Elias Fausto e Rafard são totalmente dependentes da água subterrânea, em especial do Aqüífero Tubarão, para o abastecimento público. A falta de conhecimento do comportamento dos aqüíferos Tubarão e Cristalino nestas regiões dificulta o planejamento para o uso racional, a proteção de áreas de recarga e a identificação de áreas críticas em relação à qualidade da água subterrânea. Este cenário aponta para a necessidade de estudos hidrogeológicos que sirvam de base para a identificação de áreas críticas que necessitem de instrumentos e ações que visem a proteção das águas subterrâneas de forma a garantir seu uso pelas gerações futuras. Nesse sentido, este trabalho deverá trazer junto ao avanço no conhecimento hidrogeológico da região, contribuições para ações de proteção e uso racional dos recursos hídricos subterrâneos.

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  • 05/11/07

    Morfotectônica e evolução cenozóica do Planalto da Bocaina

    Projeto de capacitação - Tese de doutorado em desenvolvimento na área de Geoquímica e Geotectônica pelo Instituto de Geociências - USP, sob orientação do Prof. Dr.Claudio Riccomini. O objetivo do projeto é definir o quadro neotectônico e a evolução geológica e geomorfologica do planalto da Bocaina. Com altitudes superiores a 2000 m, os altos blocos de planaltos cristalinos da região da Bocaina e de Campos do Jordão são áreas-chave para o entendimento da evolução geomorfológica e geológica do Brasil de Sudeste durante o Cenozóico. A metodologia integra análises geomorfológicas, estruturais e termocronológicas procurando estabelecer a cronologia dos regimes de esforços tectônicos e dos processos de soerguimento e denudação que atuaram na configuração dos planaltos isolados da Bocaina.

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  • 31/08/07

    Avaliação de Terreno para Análise de Perigos e riscos Geoambientais: Aplicação em Ubatuba, SP

    Projeto de tese de doutoramento, sob orientação do Prof. Dr. Jurandyr L.S Ross (FFLCH-USP). A maior parte do município de Ubatuba é formada pelas escarpas e maciços costeiros da Serra do Mar, cujos terrenos são propícios ao desenvolvimento de processos de instabilização, como os de escorregamentos (movimentos de massa), sendo por isso mais indicados para a preservação ambiental. No entanto, o incremento populacional na região e a valorização imobiliária dos terrenos localizados nos setores mais favoráveis, vêm acarretando a ocupação desordenada destas áreas instáveis expondo as populações aos perigos decorrentes destes processos. Com este projeto de pesquisa pretende-se desenvolver uma abordagem metodológica para análise de perigos e riscos geoambientais, com base na avaliação de terreno e utilização de Sistema de Informações Geográficas (SIG). Neste estudo serão analisados os diversos elementos e fatores que interagem no sistema ambiental da região, notadamente aqueles que favorecem a ocorrência de fenômenos naturais e/ou induzidos causadores de danos. Assim, deverão ser enfocados com maior ênfase o meio físico e suas modificações decorrentes das ações humanas, cujas intervenções cada vez mais intensas, podem levar ao comprometimento da sua função básica de suporte aos ecossistemas e às próprias sociedades humanas. Em termos de aplicação, este trabalho visa contribuir para que a utilização dos espaços e dos recursos naturais, proceda-se de modo adequado à manutenção da qualidade ambiental para as atuais e futuras gerações, em conformidade com os princípios do desenvolvimento sustentável. Desta forma, o trabalho proposto poderá fornecer subsídios técnicos aos vários níveis da gestão ambiental, desde à política ambiental, ao planejamento e gerenciamento ambiental, bem como, aos seus instrumentos específicos: zoneamentos ecológico-econômicos, planos diretores, planos de manejo, etc.

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  • 26/06/07

    Reestudo da Formação Paranavaí

    Projeto de tese de doutoramento, sob orientação do Prof. Emérito Kenitiro Suguio (IGc-USP). Depósitos cenozóicos arenosos com origem colúvio-eluvial podem ser encontrados em diversas localidades, nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esses depósitos estão associados a distintos contextos geológicos, e têm recebido diferentes denominações como Formação Paranavaí (SP, PR e MS), Formação Piquerobi (SP) e Formação Cachoeirinha (MS). Estratigraficamente esses depósitos cenozóicos situam-se principalmente sobre as rochas do Grupo Bauru e da Formação Serra Geral, sob forma discordante, formando corpos descontínuos e de formas irregulares com idades terciária e quaternária. Poucos trabalhos versaram sobre estes depósitos e os mapeamentos realizados não conduziram ao reconhecimento das correlações estratigráficas entre essas ocorrências. Recebendo diferentes denominações e interpretações, são referidos como solos ou como formações superficiais em algumas regiões e, portanto, necessitam de estudos sedimentológicos e estratigráficos e eventualmente paleontológicos mais detalhados. Desta forma, o projeto visa estudar esses depósitos cenozóicos, principalmente sob pontos de vista sedimentológico e estratigráfico, nas áreas descritas anteriormente como de ocorrência dessas formações nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. Os resultados obtidos deverão melhorar o entendimento desta parte do país, ainda tão pouco conhecida em termos de sua evolução geológica cenozóica, bem como fornecer subsídios para enfrentamento da suscetibilidade à erosão acelerada. A tese está disponível para download no seguinte endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44140/tde-31072007-115759/

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