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Projetos

  • 01/01/08

    Monumento natural estromatólitos de Nova Campina: Proposta de proteção, conservação e utilização em educação ambiental e turismo

    Estromatólitos são depósitos sedimentares microbianos, laminados, litificados ou não, muito abundantes no período Pré-cambriano. Estima-se que os estromatólitos fósseis de Nova Campina e região tenham cerca de 1 bilhão de anos, e desta forma são os fósseis mais antigos do Estado de São Paulo. No âmbito deste projeto, foram identificado estes fósseis em dois pequenos afloramentos de rochas que ocorrem no município de Nova Campina, no Estado de São Paulo, uma importante ocorrência que deve protegida e divulgado como Monumento Natural Geológico. Este projeto está sendo proposto devido à urgência na preservação dessas ocorrências, devido ao fato de estarem situadas em áreas de atividade minerária e constituírem patrimônios naturais únicos. O estudo dos fósseis muito antigos no Brasil iniciou-se em 1944, com a descoberta feita por Fernando F. M. de Almeida de um tipo de estromatólito. Nesta ocasião o estromatólito Collenia itapevensis foi descrito em um dos afloramentos que ocorrem no município de Nova Campina. Essa descoberta representou o primeiro fóssil da América Latina de idade comprovadamente pré-cambriana, período que abrange de 4 bilhões de anos a 500 milhões de anos passados.

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  • 31/12/07

    Estudo Hidrogeológico entre Indaiatuba e Capivari para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos Subterrâneos dos Sistemas Aqüíferos Tubarão e Cristalino – Fase 1

    A região de Indaiatuba apresenta crescente demanda de água subterrânea, decorrente do crescimento populacional, da expansão industrial constatada pela instalação de novas unidades, e da ampliação do mercado imobiliário com seus inúmeros loteamentos urbanos e chácaras de lazer. Indaiatuba e Monte Mor, inseridos na Região Metropolitana de Campinas, apresentaram uma das maiores taxas de crescimento populacional no período de 1991/2000 da UGRHI 5 (Irrigart 2004), estimulando o processo de urbanização. Salto, com aproximadamente 100.000 habitantes, tem também se tornado um núcleo urbano expressivo influenciado pelo crescimento econômico no eixo entre a Região Metropolitana de Campinas e Sorocaba. A água subterrânea dos aqüíferos Tubarão e Cristalino, existentes nesta região, não é mais considerada com fonte alternativa de abastecimento e a procura por este recurso intensificou-se na última década passando a constituir fator condicionante (ou limitante) para o estabelecimento de determinadas atividades (industriais, agrícolas, lazer etc.), desenvolvimento econômico e bem-estar social. Alia-se a isso, o fato de corpos d’água considerados mananciais de abastecimento público encontrarem-se em situação de degradação, com registros de perda de qualidade e conseqüente diminuição do potencial de aproveitamento. Municípios como Elias Fausto e Rafard são totalmente dependentes da água subterrânea, em especial do Aqüífero Tubarão, para o abastecimento público. A falta de conhecimento do comportamento dos aqüíferos Tubarão e Cristalino nestas regiões dificulta o planejamento para o uso racional, a proteção de áreas de recarga e a identificação de áreas críticas em relação à qualidade da água subterrânea. Este cenário aponta para a necessidade de estudos hidrogeológicos que sirvam de base para a identificação de áreas críticas que necessitem de instrumentos e ações que visem a proteção das águas subterrâneas de forma a garantir seu uso pelas gerações futuras. Nesse sentido, este trabalho deverá trazer junto ao avanço no conhecimento hidrogeológico da região, contribuições para ações de proteção e uso racional dos recursos hídricos subterrâneos.

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  • 05/11/07

    Morfotectônica e evolução cenozóica do Planalto da Bocaina

    Projeto de capacitação - Tese de doutorado em desenvolvimento na área de Geoquímica e Geotectônica pelo Instituto de Geociências - USP, sob orientação do Prof. Dr.Claudio Riccomini. O objetivo do projeto é definir o quadro neotectônico e a evolução geológica e geomorfologica do planalto da Bocaina. Com altitudes superiores a 2000 m, os altos blocos de planaltos cristalinos da região da Bocaina e de Campos do Jordão são áreas-chave para o entendimento da evolução geomorfológica e geológica do Brasil de Sudeste durante o Cenozóico. A metodologia integra análises geomorfológicas, estruturais e termocronológicas procurando estabelecer a cronologia dos regimes de esforços tectônicos e dos processos de soerguimento e denudação que atuaram na configuração dos planaltos isolados da Bocaina.

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  • 31/08/07

    Avaliação de Terreno para Análise de Perigos e riscos Geoambientais: Aplicação em Ubatuba, SP

    Projeto de tese de doutoramento, sob orientação do Prof. Dr. Jurandyr L.S Ross (FFLCH-USP). A maior parte do município de Ubatuba é formada pelas escarpas e maciços costeiros da Serra do Mar, cujos terrenos são propícios ao desenvolvimento de processos de instabilização, como os de escorregamentos (movimentos de massa), sendo por isso mais indicados para a preservação ambiental. No entanto, o incremento populacional na região e a valorização imobiliária dos terrenos localizados nos setores mais favoráveis, vêm acarretando a ocupação desordenada destas áreas instáveis expondo as populações aos perigos decorrentes destes processos. Com este projeto de pesquisa pretende-se desenvolver uma abordagem metodológica para análise de perigos e riscos geoambientais, com base na avaliação de terreno e utilização de Sistema de Informações Geográficas (SIG). Neste estudo serão analisados os diversos elementos e fatores que interagem no sistema ambiental da região, notadamente aqueles que favorecem a ocorrência de fenômenos naturais e/ou induzidos causadores de danos. Assim, deverão ser enfocados com maior ênfase o meio físico e suas modificações decorrentes das ações humanas, cujas intervenções cada vez mais intensas, podem levar ao comprometimento da sua função básica de suporte aos ecossistemas e às próprias sociedades humanas. Em termos de aplicação, este trabalho visa contribuir para que a utilização dos espaços e dos recursos naturais, proceda-se de modo adequado à manutenção da qualidade ambiental para as atuais e futuras gerações, em conformidade com os princípios do desenvolvimento sustentável. Desta forma, o trabalho proposto poderá fornecer subsídios técnicos aos vários níveis da gestão ambiental, desde à política ambiental, ao planejamento e gerenciamento ambiental, bem como, aos seus instrumentos específicos: zoneamentos ecológico-econômicos, planos diretores, planos de manejo, etc.

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  • 26/06/07

    Reestudo da Formação Paranavaí

    Projeto de tese de doutoramento, sob orientação do Prof. Emérito Kenitiro Suguio (IGc-USP). Depósitos cenozóicos arenosos com origem colúvio-eluvial podem ser encontrados em diversas localidades, nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esses depósitos estão associados a distintos contextos geológicos, e têm recebido diferentes denominações como Formação Paranavaí (SP, PR e MS), Formação Piquerobi (SP) e Formação Cachoeirinha (MS). Estratigraficamente esses depósitos cenozóicos situam-se principalmente sobre as rochas do Grupo Bauru e da Formação Serra Geral, sob forma discordante, formando corpos descontínuos e de formas irregulares com idades terciária e quaternária. Poucos trabalhos versaram sobre estes depósitos e os mapeamentos realizados não conduziram ao reconhecimento das correlações estratigráficas entre essas ocorrências. Recebendo diferentes denominações e interpretações, são referidos como solos ou como formações superficiais em algumas regiões e, portanto, necessitam de estudos sedimentológicos e estratigráficos e eventualmente paleontológicos mais detalhados. Desta forma, o projeto visa estudar esses depósitos cenozóicos, principalmente sob pontos de vista sedimentológico e estratigráfico, nas áreas descritas anteriormente como de ocorrência dessas formações nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. Os resultados obtidos deverão melhorar o entendimento desta parte do país, ainda tão pouco conhecida em termos de sua evolução geológica cenozóica, bem como fornecer subsídios para enfrentamento da suscetibilidade à erosão acelerada. A tese está disponível para download no seguinte endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44140/tde-31072007-115759/

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  • 02/01/07

    Impacto de Fossas Negras nas Zonas Saturada e Não Saturada do Aqüífero Adamantina (SP)

    Teores anômalos de nitrato nas águas subterrâneas foram detectados em vários poços cacimba e tubulares no Aqüífero Adamantina, no município de Urânia (SP), a exemplo de inúmeras outras cidades do interior paulista. Hoje este aqüífero é o mais importante e intensivamente explorado no Estado. O objetivo principal deste projeto consiste em definir o impacto do nitrato proveniente de uma fossa negra nas zonas não-saturada e saturada de um aqüífero, através do acompanhamento hidrogeoquímico dos íons maiores (incluindo a série nitrogenada), menores e isótopos estáveis na água (15NNO3, 18ONO3, 18OH2O e 2HH2O) e em gases (13CCO2 e 18OO2). Para a execução deste trabalho, uma estação experimental, constituída de um poço cacimba revestido com 11,20m de profundidade, foi construída ao lado de uma fossa negra desativada desde 2002. Foram instalados ao longo de sua parede até a zona saturada, 12 tensiômetros e 12 lisímetros de sucção (0,5 a 9,0m), para o monitoramento diário dos processos hidráulicos e da qualidade da água infiltrada. As atividades deste projeto consistirão no monitoramento destes equipamentos, coleta e análise de água e gases periodicamente, bem como a modelação de fluxo, transporte e hidrogeoquímica das zonas não-saturada e saturada.

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  • 01/01/07

    Hidrogeoquímica dos Aquíferos Tubarão, Cristalino e do Manto de Intemperismo na Região de Salto e Indaiatuba (SP)

    Projeto de capacitação - Tese de doutorado em desenvolvimento na área de Hidrogeologia e Recursos Minerais pelo Instituto de Geociências - USP, sob orientação do Prof. Dr. Raphael Hypolito. O Projeto de Pesquisa visa o estudo hidrogeoquímico dos Sistemas Aquíferos Tubarão (granular, sedimentar) e Cristalino (granítico, fissural) e do Manto de Intempersimo (granular) no Município de Salto e porção sul de Indaiatuba. Tem como objetivo avaliar os processos da interação água-solo-rocha e mecanismos que controlam o comportamento de contaminantes, naturais ou de origem antropogênica, e que interferem na composição química das águas. Na região foram constatados elevados teores de fluoreto e total de sólidos dissolvidos nas águas, restringindo seu uso potencial. O consumo contínuo de águas contendo fluoreto em concentrações acima de 1,5 mg/L pode acarretar problemas de saúde como a fluorose. A presença de águas salobras com teores acima de 1000 mg/L de sólidos totais dissolvidos pode acarretar sabor desconfortável para consumo humano, além de problemas de incrustação em tubulações. Para caracterização da ocorrência destas anomalias geoquímicas e de fontes potenciais de contaminação foram amostradas águas de 23 poços cacimba, 35 poços tubulares profundos, além de águas superficiais, para análises físico-químicas. Foram também coletadas amostras de rocha, solo e sedimento de corrente para caracterização química. O estudo integrado dos sistemas aquíferos e recursos hídricos superficiais associados ao uso e ocupação do solo em unidades de gerenciamento como a micro-bacia permitirão definir a origem de fontes potenciais de contaminação que deverão ser monitoradas visando maior controle e adequação da disposição/lançamento de resíduos para o meio. Além disso, permitirá estabelecer um zoneamento das áreas mais prováveis de ocorrência do flúor nas águas e, consequentemente, a definição de áreas potenciais de restrição e controle na captação e uso das águas subterrâneas, em função das características naturais das águas profundas e à susceptibilidade das águas subterrâneas rasas.

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  • Análise micropaleontológica de subsuperfície da Formação Tremembé

    Iniciar pesquisa exploratória na Formação Tremembé visando conhecer a taxonomia e a potencialidade dos microfósseis para datação e correlação de seus sedimentos, utilizando os testemunhos recuperados no “Projeto piloto de recarga artificial na bacia do rio Una, município de Taubaté” (Processo FAPESP (2003/07183-1).

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  • Micropaleontologia, biocronoestratigrafia e paleoambientes de depósitos sedimentares cretácicos não-marinhos do Grupo Bauru – 2ª Fase

    Estudo micropaleontológico das “Associações Faciológicas Echaporã, Serra da Galga e Ponte Alta”, aflorantes na área do Triângulo Mineiro, para refinamento do quadro cronoestratigráfico proposto para o Grupo Bauru, no Estado de São Paulo.

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  • Mapeamento de risco de escorregamento em encostas urbanas com a incorporação do Processo de Análise Hierárquica (AHP)

    Acidentes associados à ocorrência de escorregamentos e outros processos de instabilização em encostas urbanas brasileiras têm sido bastante freqüentes e muitas vezes, catastróficos quanto às magnitudes dos danos sociais e econômicos que produzem. Este cenário resultou na demanda e no desenvolvimento de uma série de ações do poder público em diferentes municípios e estados brasileiros, culminado com o estabelecimento de um programa federal, vinculado ao Ministério das Cidades, voltado à mitigação destes riscos com o desenvolvimento de projetos de mapeamento e a implantação de planos preventivos de defesa civil, de obras de estabilização e de reurbanização nestas áreas de risco. No estado de São Paulo, o mapeamento de escorregamentos em encostas urbanas precárias vem sendo realizado desde 1990 em vários municípios, através das iniciativas de órgãos públicos e com a participação de diversas instituições. O método de mapeamento atualmente mais utilizado emprega como técnicas principais a realização de vistorias sistemáticas de campo, investigações de superfície, utilização de fichas descritivas para armazenar as informações coletadas e a delimitação de setores de perigo e de risco em imagens aéreas e escala de detalhe. As principais etapas envolvidas neste tipo de mapeamento são: planejamento e levantamento de dados pré-existentes; obtenção das imagens aéreas de grande escala e recentes; realização das vistorias sistemáticas de campo; identificação dos processos de instabilização atuantes (geometria, material movimentado, dinâmica, etc.) e delimitação dos setores de análise; identificação e caracterização dos indicadores de perigo e de risco de cada setor de análise; análise do perigo e do risco por comparação entre os indicadores identificados e hierarquização qualitativa entre as diferentes situações identificadas, agrupando-as, em geral, em quatro níveis distintos de perigo e de risco: baixo, médio, alto e muito alto. Este método de mapeamento tem sido bastante aplicado e muitas vezes conseguido subsidiar satisfatoriamente as ações de mitigação dos riscos de escorregamentos, indicando os locais prioritários para receberem estas ações. Por outro lado, o método também é questionado pelo meio técnico devido sua abordagem iminentemente qualitativa, pela pouca utilização dos métodos clássicos de investigação geológico-geotécnica e de análise de estabilidade de taludes e pelo grau elevado de subjetividade que pode agregar, podendo produzir resultados de baixa confiabilidade. A contribuição da presente pesquisa é o aprimoramento do método de mapeamento de perigo e de risco de escorregamentos em áreas urbanas, diminuindo sua subjetividade na comparação e na hierarquização dos setores, sem modificar sua abordagem fundamental e suas técnicas principais atualmente utilizadas. A manutenção dos princípios gerais deste método de mapeamento justifica-se pela sua comprovada adequação aos condicionantes sociais, técnicos e à necessidade de ações rápidas de mitigação que caracterizam estas áreas de risco. Acrescenta-se a este fato, o reconhecimento do Comitê de Avaliação de Riscos de Escorregamentos da União Internacional de Geociências (IUGS) na utilização da probabilidade subjetiva (opinião de especialistas), fundamento em que se baseia o método estudado de mapeamento de áreas urbanas, como uma abordagem válida cientificamente para a análise de perigo e de risco de escorregamentos. Para tal, propõe-se incorporar o Processo de Análise Hierárquica (Analitic Hierarchy Process – AHP) na sistemática de análise dos indicadores e na hierarquização dos setores de perigo. O AHP é um modelo de ponderação para auxiliar na tomada de decisão em problemas que envolvem a valoração e hierarquização dos fatores através da avaliação de um conjunto de critérios explicitados por pesos relativos, dentro de regras matemáticas pré-estabelecidas. Para a validação da proposta de incorporação da AHP ao método do mapeamento de risco foi realizado um ensaio de aplicação em áreas de risco de escorregamentos no município de São Sebastião (SP), que foi mapeado anteriormente pelo Instituto Geológico da Secretaria do Meio Ambiente – IG-SMA, utilizando a abordagem tradicional, sem a incorporação sistemática do AHP.

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